Quanto ganha um corretor de imóveis? Descubra o salário, comissões e fatores que influenciam os ganhos em 2026

Você está pensando em ingressar na carreira de corretor de imóveis ou quer entender o real potencial de renda dessa profissão dinâmica e competitiva?
A resposta para quanto ganha um corretor de imóveis não é única — e é essa variabilidade que torna a carreira ao mesmo tempo desafiadora e atrativa.
Resposta rápida: No Brasil, um corretor de imóveis ganha, em média, entre R$ 2.500 e R$ 8.000 mensais, considerando comissões e variáveis regionais. Profissionais experientes e atuantes em mercados aquecidos podem ultrapassar R$ 15.000 por mês, enquanto iniciantes tendem a receber menos até consolidar sua carteira de clientes.
Aqui você descobre quanto um corretor pode ganhar no Brasil, quais fatores impactam sua renda e como potencializar seus ganhos com dados reais e exemplos práticos.
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O que realmente determina o salário de um corretor de imóveis?
Antes de falar em números, é essencial entender que o ganho de um corretor raramente funciona como um salário mensal fixo de emprego CLT.
A renda depende de múltiplos fatores simultâneos: o modelo de contratação escolhido, a região de atuação e o perfil completo do profissional no mercado.
Modelo de remuneração: fixo, comissão ou ambos?
A grande maioria dos corretores no Brasil trabalha sob regime de remuneração variável, baseado em comissão sobre vendas ou locações. Há três modelos principais.
Somente comissão é o modelo mais comum, especialmente entre autônomos. Não há salário fixo, mas o potencial de ganho não tem absolutamente nenhum teto.
O profissional recebe um percentual sobre cada negócio fechado. Quanto mais vendas e captações realizar por mês, maior será sua renda ao final do período.
Fixo mais comissão é adotado por algumas imobiliárias tradicionais, especialmente para corretores em fase inicial que precisam de alguma estabilidade financeira enquanto constroem carteira.
O salário fixo costuma ficar entre R$ 1.200 e R$ 2.000 mensais, servindo como base de segurança enquanto as comissões variáveis complementam a renda total.
Somente fixo é raro na corretagem pura, mas pode ocorrer em grandes incorporadoras ou em funções como gerente de relacionamento e analista de vendas imobiliárias.
Nesse caso, os salários giram entre R$ 3.000 e R$ 6.000 mensais, sem participação direta nas comissões geradas pelos negócios da empresa no período.
Segundo o Glassdoor, Infojobs e Catho, a média salarial de um corretor no Brasil — somando fixo e variável — gira em torno de R$ 4.200 mensais.
Esse número, porém, mascara uma enorme variação entre profissionais iniciantes, que ainda ganham pouco, e experientes, que podem multiplicar esse valor muitas vezes ao mês.
Diferenças regionais e impacto do mercado local
O mercado imobiliário não é uniforme no Brasil. A região de atuação impacta diretamente a renda, tanto pelo volume de negócios quanto pelo valor médio dos imóveis.
São Paulo é o mercado mais aquecido do país. Bairros como Itaim Bibi e Moema concentram imóveis entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões com frequência.
Nesse cenário, corretores consolidados alcançam ganhos mensais entre R$ 8.000 e R$ 20.000. A Grande São Paulo, incluindo Campinas e Santos, também apresenta alta demanda.
Rio de Janeiro tem mercado forte na Zona Sul, Barra da Tijuca e Recreio. Os ganhos médios ficam entre R$ 4.000 e R$ 12.000 para profissionais experientes.
Sul do Brasil — Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre — vive expansão imobiliária contínua. Corretores nessas cidades ganham, em média, de R$ 3.500 a R$ 9.000 mensais.
Florianópolis se destaca pelo turismo imobiliário e alta procura por imóveis de veraneio. A valorização constante dos imóveis atrai investidores de todo o país.
Centro-Oeste, especialmente Brasília e Goiânia, combina imóveis de alto valor com demanda sólida. Profissionais experientes relatam ganhos entre R$ 5.000 e R$ 15.000 mensais na região.
Nordeste tem crescido rapidamente, puxado por Fortaleza, Recife e Salvador. Destinos turísticos como Natal e Maceió também impulsionam o mercado de imóveis à beira-mar.
A renda média regional fica entre R$ 2.500 e R$ 7.000, mas o segmento de alto padrão costeiro abre oportunidades significativas para corretores bem posicionados nesse nicho.
Perfil do corretor: experiência, networking e nichos de atuação
Dois corretores na mesma cidade podem ter rendas radicalmente diferentes. Experiência, rede de relacionamentos e especialização em nichos são os fatores que realmente os separam.
Experiência é o fator mais determinante. Nos primeiros 12 a 18 meses, o iniciante frequentemente enfrenta dificuldades para fechar negócios de forma consistente e recorrente.
A renda nessa fase pode ser irregular e abaixo de R$ 3.000 mensais. A falta de carteira consolidada e de indicações é o principal gargalo no início.
Com 3 a 5 anos de mercado, a carteira cresce e as indicações chegam com regularidade. Os ganhos médios sobem para R$ 6.000 a R$ 12.000 mensais.
Acima de 10 anos, profissionais de alto desempenho superam facilmente R$ 20.000 mensais. Alguns chegam a R$ 50.000 ou mais em meses de negócios de alto padrão.
Networking imobiliário é o combustível invisível da carreira. Corretores que cultivam relações com advogados, contadores e gerentes bancários recebem indicações de forma cada vez mais constante.
Essas indicações reduzem drasticamente o custo e o esforço de aquisição de novos clientes, tornando a renda mais estável e menos dependente de portais pagos.
Nichos de atuação definem o tamanho do ticket médio e, consequentemente, das comissões. Alto padrão, comercial e rural são os nichos que mais elevam os ganhos mensais.
Imóveis comerciais — lajes corporativas, galpões e salas — têm ciclo de venda mais longo, mas os valores transacionados compensam o tempo investido com muita folga.
Imóveis rurais — fazendas, sítios, chácaras — crescem em demanda, especialmente no interior de São Paulo, Mato Grosso e Goiás. As comissões, nesses casos, são bastante expressivas.
Como funciona na prática: ganhos, comissões e exemplos reais
Agora que você entende os fatores que influenciam os ganhos, é hora de ir aos números concretos que movem a carreira de corretor de imóveis no Brasil.
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Como calcular a comissão de um corretor de imóveis
A comissão é regulamentada pelo CRECI e pelo Sindimóveis de cada estado. A Tabela de Comissões do CRECI serve como referência mínima para os percentuais cobrados.
Para venda de imóveis urbanos residenciais, a comissão padrão vai de 6% a 8% sobre o valor total da transação firmada entre comprador e vendedor.
Para imóveis comerciais, o percentual fica entre 6% e 10%. Em rurais, pode chegar a 10%. Locações rendem ao corretor o valor de um aluguel mensal completo.
Quando há dois corretores na transação — um que captou o imóvel e outro que trouxe o comprador —, a comissão total é dividida entre ambos.
Corretores vinculados a imobiliárias retêm, em geral, entre 50% e 70% da comissão gerada. O restante vai para a empresa como pagamento pela estrutura e pelos leads.
Exemplo prático: um imóvel residencial vendido por R$ 500.000 gera R$ 30.000 de comissão total, aplicando a taxa padrão de 6% sobre o valor de venda.
O corretor autônomo que fechou sozinho fica com os R$ 30.000 integrais. O vinculado a uma imobiliária, com repasse de 60%, recebe R$ 18.000 líquidos nesse negócio.
Exemplos reais de ganhos em diferentes regiões e tipos de imóvel
Para tornar os dados ainda mais concretos, veja como a renda varia na prática entre corretores com perfis e regiões de atuação completamente diferentes no Brasil.
Corretor iniciante em Fortaleza (CE): com 1 ano de mercado, atuando em imóveis residenciais de médio padrão com tickets entre R$ 200.000 e R$ 400.000.
Fechando uma venda por mês em média e retendo 60% de comissão de 6%, sua renda gira entre R$ 2.000 e R$ 4.000 mensais nessa fase inicial.
Corretora experiente em Curitiba (PR): com 7 anos de mercado e carteira consolidada, atuando em lançamentos e imóveis de médio-alto padrão na região metropolitana.
Fechando dois a três negócios por mês com tickets entre R$ 400.000 e R$ 800.000, sua renda mensal oscila entre R$ 8.000 e R$ 15.000 regularmente.
Corretor de luxo em São Paulo (SP): 12 anos de mercado no segmento de alto padrão, com tickets entre R$ 2 e R$ 8 milhões por negócio.
Com uma venda por mês e comissão de 6%, retendo 65%, seus ganhos mensais variam entre R$ 20.000 e R$ 80.000, com picos acima de R$ 100.000.
Corretor de imóveis comerciais em Brasília (DF): 5 anos no segmento corporativo, com lajes, salas e escritórios de alto valor como principal produto de trabalho.
Uma venda de R$ 1,5 milhão com 8% de comissão gera R$ 120.000. O ciclo é mais longo, mas o retorno financeiro compensa com enorme folga.
Passos para aumentar sua renda como corretor (ações práticas)
Aumentar os ganhos na corretagem exige estratégia, disciplina e ação consistente. Não acontece por acaso — e os corretores que mais crescem agem com método e foco.
Construa e nutra sua carteira de clientes ativamente. A maior fonte de renda sustentável na corretagem são as indicações de ex-clientes satisfeitos com seu trabalho anterior.
Mantenha contato periódico, envie informações relevantes e esteja presente nas redes sociais. Uma carteira bem cuidada gera negócios recorrentes sem custo adicional de aquisição.
Especialize-se em um nicho. Corretores generalistas competem com todos no mercado. Especialistas em alto padrão, rurais ou comerciais têm muito menos concorrência e comissões maiores.
Domine o funil de vendas imobiliário. Usar um CRM como CV CRM, Jetimob ou Salesforce permite gerenciar oportunidades e fechar mais negócios sem deixar nenhum lead esfriar.
Busque exclusividade de venda. Com ela, você investe em divulgação sem risco de perder o negócio. Isso eleva as comissões e melhora seu controle sobre o processo.
Estruture parcerias e indicações. Crie um programa com condições claras para corretores, construtores, advogados e contadores. Parcerias bem geridas multiplicam sua capacidade de captar sem esforço proporcional.
Armadilhas e erros comuns ao calcular ganhos na corretagem
O mercado imobiliário atrai muita gente com promessas de ganhos rápidos e fáceis. Mas a realidade do dia a dia é mais complexa e exige atenção redobrada.
Expectativa vs. realidade: o que os anúncios de vagas não contam
Anúncios de vagas para corretor frequentemente prometem “ganhe até R$ 20.000 por mês”. Essas afirmações não são falsas — mas omitem informações absolutamente cruciais para o iniciante.
Renda variável significa renda irregular. Haverá meses excelentes e meses com zero de comissão, sobretudo no início. Planejamento financeiro é indispensável para sobreviver nessa fase.
Quem não planeja as finanças para suportar os meses magros acaba desistindo da carreira antes de colher os frutos do esforço feito nos primeiros meses.
Os custos da profissão raramente aparecem nos cálculos de vagas. A anuidade do CRECI, plano de saúde e portais imobiliários podem consumir até R$ 3.000 mensais.
Divulgação em portais como Zap Imóveis, OLX e VivaReal, marketing pessoal e material gráfico são custos reais que impactam diretamente a margem líquida do corretor autônomo.
O ciclo médio de uma venda residencial é de 3 a 6 meses. Quem não entende esse ritmo se frustra antes de a carreira decolar de verdade.
Como evitar ciladas em propostas de trabalho e parcerias
Antes de assinar qualquer contrato ou acordo de parceria imobiliária, algumas situações merecem atenção especial para evitar prejuízos financeiros e conflitos desnecessários no futuro.
Verifique sempre o registro no CRECI. Trabalhar sem registro ativo é ilegal e sujeita o profissional a multas. Confirme também se a imobiliária parceira é regularmente registrada.
Desconfie de imobiliárias que cobram para você trabalhar. Exigir pagamento por treinamentos obrigatórios ou taxas de cadastro é sinal de alerta. Empresas sérias não cobram para contratar.
Entenda o modelo de repasse antes de assinar. Qual o percentual repassado ao corretor? O pagamento ocorre na assinatura, no registro ou no recebimento pelo comprador?
Essas regras precisam estar claramente definidas e, preferencialmente, por escrito. Acordos verbais raramente protegem o corretor em caso de conflito com a imobiliária contratante.
Formalize sempre acordos de co-mediação. Parcerias informais entre corretores geram conflitos sérios sobre a divisão de comissão. Documente por escrito as responsabilidades e percentuais de cada parte.
Comparativo: corretor autônomo x contratado x imobiliária digital
O mercado imobiliário oferece diferentes modelos de atuação, cada um com impactos distintos na renda, autonomia e qualidade de vida do corretor ao longo da carreira.
Vantagens, desvantagens e critérios para escolher o melhor modelo
Corretor autônomo tem maior liberdade e maior potencial de ganho. É também o modelo de maior risco, exigindo responsabilidade total sobre captação, marketing e processos jurídicos.
O autônomo define horários, escolhe clientes e fica com 100% da comissão quando não há co-mediação. Constrói sua própria marca e carteira com total liberdade estratégica.
É o modelo ideal para quem já tem experiência, carteira consolidada e disciplina para gerir o próprio negócio imobiliário sem depender de estrutura externa.
Corretor contratado por imobiliária tradicional oferece mais segurança, especialmente no início. A empresa fornece infraestrutura, carteira de imóveis, leads, suporte jurídico e, às vezes, fixo.
A comissão é compartilhada, com repasse entre 40% e 70% ao corretor. A jornada é mais estruturada, com metas, reuniões e processos definidos pela empresa contratante.
É o modelo recomendado para quem está ingressando na profissão ou prefere mais previsibilidade financeira sem abrir mão de atuar no mercado imobiliário de forma profissional.
Imobiliária digital — como QuintoAndar e Loft — opera com modelos híbridos: tecnologia para captar e anunciar, com corretores atuando em etapas específicas do processo de venda.
A remuneração é por negócio fechado, com percentuais fixados pela plataforma. O volume de leads é alto, mas a autonomia é menor e as comissões são tabeladas.
Para escolher o melhor modelo, considere seu momento de carreira. Iniciantes ganham com a estrutura da imobiliária; experientes com carteira própria ganham mais na autonomia.
Estratégia final: como acelerar sua evolução salarial no mercado imobiliário
Saber quanto um corretor ganha é o primeiro passo. Saber como ganhar mais de forma consistente é o que separa profissionais medianos dos que prosperam de verdade.
Ferramentas, networking e diferenciais que elevam seus ganhos
Invista em presença digital consistente. O comprador moderno começa a jornada no Google e nas redes sociais antes de falar com qualquer corretor ou visitar algum imóvel.
Corretores com perfil ativo no Instagram, LinkedIn e YouTube constroem autoridade local. Isso atrai clientes de forma orgânica e reduz a dependência de portais e anúncios pagos.
Use a tecnologia como vantagem competitiva. CRMs imobiliários permitem acompanhar cada oportunidade no funil de vendas sem deixar leads esfriarem ou negócios bons escaparem por descuido.
Tour virtual, fotografia profissional e assinatura digital agilizam cada etapa do processo. Corretores que dominam essas ferramentas fecham mais rápido e com muito menos atrito operacional.
Construa uma rede de parceiros estratégicos. Correspondentes bancários, despachantes, advogados e designers de interiores criam um fluxo bidirecional de indicações que alimenta a carteira com constância.
Esse networking bem cultivado pode responder por 30% a 50% da renda de corretores experientes. É o diferencial invisível dos profissionais que mais crescem no setor imobiliário.
Busque especialização formal e credenciais. Gestão Imobiliária, certificações em avaliação e o CNAI abrem portas para serviços complementares e elevam a percepção de valor do profissional.
Defina um plano de carreira estruturado. Corretores que crescem de forma consistente estabelecem metas mensais de captação, atendimentos, propostas e fechamentos. Agem com método e constância.
Analisam resultados periodicamente, identificam gargalos no funil de vendas e ajustam a estratégia. A corretagem, como qualquer negócio, recompensa quem age com disciplina e planejamento.
Considere montar sua própria equipe. O teto de renda do corretor solo é a capacidade individual de atendimento. Liderar uma equipe multiplica resultados sem esforço proporcional direto.
Muitos dos maiores produtores do mercado imobiliário lideram times pequenos e especializados. É a forma mais eficiente de escalar a renda na corretagem ao longo do tempo.
O mercado imobiliário brasileiro oferece uma das poucas carreiras em que esforço, especialização e inteligência estratégica se traduzem diretamente em renda sem teto definido.
Entender os mecanismos de remuneração, evitar as armadilhas comuns e agir com método são os pilares que separam os corretores que sobrevivem dos que realmente prosperam.
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Fontes de referência: CRECI Nacional, Sindimóveis, CAGED/Ministério do Trabalho, Glassdoor Brasil, Infojobs, Catho. Os valores apresentados são referências médias de mercado e podem variar conforme região, experiência e conjuntura econômica.



